• Características
  • Cuidados
  • Primeiros Socorros
  • Tratamento
  • Veterinária
  • Veneno
  • Soro- AntiVeneno
  • Videos
Bothropoides jararaca (new classification)
Bothrops jararaca (JARARACA)
Família Genero Espécie Subespécie Região Grau toxidade
Viperidae Bothrops
Bothropoides
jararaca jararaca América do Sul escala
Nomes populares na América do Sul

Caissaca, Jaraca, Jararaca, Jararaca da Matta Virgem, Jararaca do Campo, Jararaca Comum, Jararaca do Cerrado, Jararaca Dormideira, Jararaca Preguicosa, Yarara , Yararaca, Yararaca Perezosa, Jararaca do Mato, Jararaca Verdadeira, Cola Branca

Formato geral

Apresenta porte médio, mas pode atingir até 1,5 m, com tronco muito grosso, escamas superiores fortemente quilhadas, cabeça com focinho truncado, e sobre a cabeça há, na zona do focinho, escudos, em vez de escamas pequenas como nas Bothrops. A cor predominante é parda, com desenhos em forma de losangos.

Comprimento

0.9m max 1.6m

Características

Jararaca é o nome comum dos répteis escamados pertencentes ao género Bothrops da família Viperidae. Tem uma variação muito grande quanto a pele, ação da peçonha, e outras características.

A Jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) é uma serpente esbelta e terrestre. Possui corpo marrom com manchas triangulares escuras, faixa horizontal preta atrás do olho, e região ao redor da boca com escamas de cor ocre uniforme.

A cor padrão é extremamente variável, consistindo de uma cor de fundo dorsal, que pode ser bege, marrom, cinza, amarelo, verde-oliva, ou quase marrom. Midbody, essa cor é geralmente um pouco mais leve que a cabeça, anterior e posterior. Esta é revestida com uma série de pale gumes, marrom escuro marcações subtriangular ou trapezoidal de ambos os lados do corpo, os ápices de que alcançar a linha vertebral. Estas marcas podem ser situado em frente uns dos outros, ou parcialmente ou completamente justapostas, a maioria das amostras têm um padrão com todos os três variações. Nos jovens, a ponta da cauda é branca.

A cabeça tem uma proeminente, listra marrom escuro que corre atrás do olho de cada lado da cabeça de volta para o ângulo da boca, geralmente tocando os últimos três supralabiais. Dorsalmente, essa faixa é delimitada por uma área distinta pálido. A língua é negra e a íris é dourada a dourada esverdeada com reticulações ligeiramente mais escuras.

O escutelação cabeça inclui 5-12 intersupraoculars que são fracamente carenadas, 7-9 supralabiais (geralmente 8) de que o segundo é fundido com o prelacunal para formar um lacunolabial e 9-13 sublabiais (geralmente 10-12). Midbody há 20-27 escamas dorsais (geralmente 23-25). O número de ventrais 170-216 (raramente 218) e há 51-71 subcaudais que estão emparelhados na maior parte.

 

 

Reprodução

Vivípara

Habitos

Terrestre e diurna

Segurança

NÃO SE APROXIME!!

A espécie é responsável por grande parte dos acidentes ofídicos registrados em sua área de ocorrência. Perigosíssima, prepara o bote ao ver se aproximar qualquer ser.

   
Habitat Marca Distribuição geográfica

A Jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) é uma serpente encontrada no Brasil (da Bahia ao Rio Grande do Sul) e em regiões adjacentes no Paraguai e Argentina.

São serpentes peçonhentas, muito comuns no Brasil, em especial na região de Cerrado, onde se tem plantio de cereais, pois este tipo de cultivo favorece a presença de roedores, que são sua principal alimentação.

Vive em ambiente preferencialmente úmidos, como beira de rios e córregos, onde também se encontam ratos e sapos, seus pratos mais caçados. Dorme durante o dia debaixo de folhagens secas e úmidas, e gosta de tomar sol, geralmente sol pós chuva.

  mapa crotalus terrificus
Curiosidades

Da peçonha dessa cobra, o professor brasileiro Sérgio Henrique Ferreira, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), descobriu uma substância útil para remediar a hipertensão.

Mais tarde, a empresa americana Bristol-Meyer Squibb investiu recursos para continuação das pesquisas a partir dos estudos do Prof. Ferreira e atualmente é detentora da patente do princípio ativo captopril. Além do captopril vários outros medicamentos já foram produzidos a partir de toxinas de serpentes, como é o caso de alguns medicamentos anti-trombóticos (Defibrase e Reptilase).

A ação desses medicamentos se baseia na ação das toxinas de serpentes do gênero Bothrops que são capazes de clivar o fibrinogênio do sangue e até mesmo "dissolver" coágulos já estabelecidos.

 

Cuidados com Bothrops (jararacas)
Profilaxia dos acidentes ofídicos

Por uma série de fatores relacionados ao comportamento das serpentes e do próprio homem, a prevenção dos acidentes ofídicos torna-se extremamente difícil. No entanto,algumas medidas básicas de prevenção podem ser adotadas

  • Deve-se evitar, na medida do possível, andar descalço ou de chinelo, nos locais em que haja ocorrência de serpentes. O uso de determinados tipos de calçados, como as perneiras e botas de cano alto, pode evitar entre 50 e 75% dos acidentes, já que, geralmente, são os pés e as pernas os locais mais atingidos.
  • Deve-se ter atenção redobrada no próprio local de trabalho e onde haja matas, capinzais e pomares com muitas árvores, além dos caminhos habitualmente percorridos. Nestas situações, ao se passar de um local claro para outro mais escuro, é aconselhável que o indivíduo espere alguns instantes, o que fará com que sua visão se acostume à mudança de claridade e possa perceber a presença de serpentes, ou de movimentos estranhos.
  • Deve-se manter atenção especial ao subir em árvores ou até mesmo ao colher frutos, pois existem serpentes que habitam as árvores, o que é comprovado pelo registro de 5% de acidentes ofídicos com mordida na cabeça, rosto, ombros e braços.
  • O ato de introduzir a mão em buracos na terra ou cupinzeiros, ou revirar montes de terra e lenha, pode representar grande perigo, já que estes locais são, muitas vezes, habitados por serpentes venenosas, e ou seu alimento.
  • Quando houver condições, a construção de calçadas em torno das moradias e obstrução de grandes frestas, porventura existentes entre a porta e o chão (meio pelo qual muitas serpentes penetram nas casas), podem evitar acidentes. Da mesma forma, é importante manter sempre limpa a área ao redor das moradias, assim como evitar o acúmulo de madeiras, tijolos ou pedras junto à habitação. Deve-se, igualmente, evitar trepadeiras que encostem na casa, ou folhagens que penetrem ou alcancem o telhado ou forro. Uma prevenção simples e eficaz é a criação de galinhas, gansos e outras aves, soltas no terreiro, já que estes animais afugentam as serpentes.
  • Deve-se evitar os acampamentos próximos a plantações, pastos ou matas. Nos momentos de lazer, quando se estiver às margens de rios ou lagoas, é necessário ficar alerta. Estes locais, principalmente os barrancos de rios, são habitat usual de cobras e serpentes.
  • As serpentes venenosas alimentam-se preferencialmente à noite. Nesse período, portanto, devem ser evitadas as caminhadas nas proximidades de gramados e, até mesmo, jardins.
  • As emas, seriemas, corujas e gaviões, são inimigos naturais das serpentes. Preservar a vida destas aves e os locais onde elas habitam, representa grande proteção ao homem e ao equilíbrio ecológico.
Cuidados

As Bothrops ou jararacas são responsáveis por grande parte dos acidentes ofídicos registrados em sua área de ocorrência. Perigosíssimas, preparam o bote ao ver se aproximar qualquer ser. Vivem em ambiente preferencialmente úmidos, como beira de rios e córregos, onde também se encontam ratos e sapos, seus pratos mais caçados. Dormem durante o dia debaixo de folhagens secas e úmidas, e gostam de tomar sol, geralmente sol pós chuva.

São extremamente rápidas e ágeis. Não tente tirar veneno ou manusear estes animais sem ajuda especializada. Todo cuidado ainda é pouco!

Se não estiver em local abitado, no campo ou floresta por exemplo, deixe o animal em seu ambiente, avise os outros do seu grupo e se afaste.
NÃO mate animais sem absoluta necessidade.

NÃO SE APROXIME!!

Primeiros Socorros - Bothrops Jararaca
Description

PRIMEIROS SOCORROS Conjunto de ações com o objetivo de manter a vida e/ou minimizar sofrimentos e seqüelas, prestadas às vítimas de acidentes, até que socorristas especializados tomem conta do caso.

Ver também página tratamento Bothrops

Detalhes

Os primeiros socorros em acidentes causados por serpentes venenosas consistem em:

  • Não amarre a perna ou braço, nem faça torniquetes. O garrote impede a circulação sanguínea e pode produzir necrose ou gangrena. Muitas vezes o garrote agrava os efeitos da mordida. Não cortar nem fazer sucção no local da mordida.
  • Não administrar soro antiofídico sem acompanhamento médico hospitalar. São comuns reações alérgicas ao soro (choque anafilático), piores até que a mordida da cobra, pois necessitam de medicação urgente, e pode levar à morte mais rápido.
  • Lavar o local ferido com água e sabão, fazer a higiene no local, acima e a baixo do mesmo. Se o local apresentar dois furinhos, é certeza de que se trata de serpente peçonhenta.
  • Se houver dor, administrar analgésico. Também manter o paciente hidratado com soro glicosado ou mesmo soro caseiro.
  • Mantenha o acidentado deitado, com o mínimo de movimentos possíveis, pois os movimentos facilitam a absorção do veneno. Manter o membro ferido em posição elevada para que não aumente a circulação sanguínea no local e espalhe mais rapidamente o veneno.
  • Procure identificar a serpente (se possível, matar e levar com o paciente). Se isso não for possível, procurar ver se tem chocalho no final da cauda (cascavel), ou se é colorida em preto, vermelho e branco (coral).
  • Leve o acidentado para o posto de saúde mais próximo, a fim de tomar o soro apropriado.
Tratamento Humanos - Bothrops Jararaca
TratamentoVer também página tratamentos Ver mais também na página tratamento Bothrops

A precocidade do atendimento médico é fator fundamental na evolução e no prognóstico do doente

Sintomatologia local

Imediatamente após a picada, em geral nos primeiros 30 minutos, ocorrem dor, edema, eritema e calor local. A dor é imediata, de intensidade variável, podendo ser o único sintoma. O edema endurado, acompanhado de calor e rubor, pode estar ausente no início, mas instala-se dentro das primeiras seis horas. A instalação de bolhas, equimoses e necroses em geral ocorre após 12 horas do acidente, casos em que podem advir as complicações infecciosas.

Tempo de coagulação

O tempo de coagulação e o tempo de tromboplastina parcial ativada estão aumentados pela ação coagulante do veneno. O tempo de coagulação é exame útil, de fácil execução, podendo ser realizado em lâmina e/ou em tubo simples de vidro. O tempo de coagulação normal varia entre três e seis minutos, podendo ser indeterminado nos acidentes botrópicos.

Hemorragia local e sistêmica

As hemorragias podem ocorrer no local da picada ou em pontos distantes, tais como gengivas (gengivorragia), nariz (epistaxe), tubo digestivo alto (hematêmese), rins (hematúria) e às vezes na borda do leito ungueal.

Quadro clínico
Complicações

As principais complicações locais são a necrose primária, em decorrência da ação do próprio veneno, ou a secundária, por efeito de infecção bacteriana. Esta última em geral está associada a germes Gram-negativos, tais como a Morganella morganii, Escherichia coli, Providencia sp, Klebsiella sp, Enterobacter sp e raramente por germes Gram-positivos, entre eles o Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis.
A mortalidade pelo acidente botrópico é baixa. As causas, em geram, são insuficiência renal aguda e hemorragias incontroláveis.

Medidas gerais

Anéis e alianças devem ser retirados do dedo atingido, pois o edema pode tornar-se intenso, produzindo um sistema de garrote.

O uso de torniquete, com a finalidade de reter o veneno no local da picada, é contra-indicado para os acidentes botrópicos.

É também contra-indicado utilizar instrumentos cortantes com a finalidade de fazer cortes ao redor da picada, pois os venenos possuem frações proteolíticas que irão atuar nesses locais, piorando muito a necrose.

O doente deve ser colocado em repouso e transportado rapidamente para um hospital, onde deve receber tratamento específico. A imunoprofilaxia contra o tétano deve ser realizada.

O soro antiofídico a ser aplicado deve ser específico para o gênero ao qual a serpente pertence. Deve ser administrado o mais precocemente possível, em dose única, de preferência pela via intravenosa, com o objetivo de neutralizar a peçonha antes que ela possa ter causado dano. As reações inerentes à soroterapia podem ser imediatas (anafiláticas, anafilactóides e pirogênicas) ou tardias, manifestando-se seis a 10 dias após, pela doença do soro.

Tratamento serpentes do gênero Bothrops

O tratamento do acidente botrópico consiste em se internar o doente, colocá-lo em repouso e na posição de drenagem postural, para que ocorra a remissão mais rápida do edema. Para isso, deve-se mantê-lo em decúbito dorsal horizontal com o membro atingido elevado, de tal forma que permaneça acima do plano que tangencia o precórdio.

Quando necessário, deve ser feito o tratamento local das lesões com banhos anti-sépticos, do tipo permanganato de potássio na diluição de 1:40.000.
Além disso, quando houver infecção secundária, indica-se a associação sulfametoxazol e trimetoprim (Bactrim F®), um comprimido a cada 12 horas pela via oral. O uso de antibióticos do tipo clindamicina (Dalacin C®) e/ou cloranfenicol (Quemicetina®) é indicado para os casos em que ocorre infecção por germes anaeróbios.
A clindamicina é empregada na dose de 20 a 30 mg/Kg de peso por dia pela via oral e o cloranfenicol na dose de 50 a 100 mg/Kg de peso, também pela via oral.

Quando ocorre falha terapêutica, antibióticos dos tipos cefalosporinas e/ou aminoglicosídeos podem ser utilizados. Entre as cefalosporinas, temos dado preferência à cefalexina (Keflex®), por ser um antibiótico de emprego pela via oral. A dose preconizada é de 40 a 50 mg/Kg de peso corporal por dia.
Quando ocorre evidente formação de abscesso, a drenagem cirúrgica está indicada, em geral associada à antibioticoterapia.

Atualmente temos dado preferência à cefuroxima (Zinnat®) nas doses de 125 a 250 mg/dose, duas vezes ao dia, pela via oral. A vacina antitetânica está indicada e o soro antitetânico deverá ser aplicado quando ocorrer acidente grave com extensas áreas necrosadas.

O tempo de coagulação tem sido usado como parâmetro de eficácia da dose de soro empregada. Se, após 12 horas do início do tratamento, o sangue do doente ainda estiver incoagulável, deve-se realizar soroterapia adicional na dose de 100 mg de antiveneno.
As doses de soro preconizadas para os acidentes leve, moderado e grave são, respectivamente, de 100, 200 e 300 mg de soro antibotrópico. Para os casos considerados muito graves, podem-se utilizar 400 mg ou mais. Devido a mudanças nas padronizações do soro produzido pelos institutos, atualmente tem-se preconizado quatro, oito e 12 ampolas de soro para os casos leves, moderados e graves, respectivamente. Quando não se dispuser do soro antibotrópico o tratamento pode ser feito com o antibotrópico-crotálico ou antibotrópico-laquético. A dose deve ser de acordo com a gravidade clínica.

Nos acidentes causados por Bothrops moojeni, tem sido indicada fasciotomia nos casos de edemas volumosos e progressivo do membro atingido. Essa conduta está contra-indicada quando existe anormalidade na coagulação sanguínea.
O equilíbrio hidreletrolítico deve estar correto, pois pode ser fator agravante para o desenvolvimento de insuficiência renal aguda.
Grandes volumes plasmáticos ou sanguíneos podem ficar seqüestrados no membro atingido, devendo ser considerado para o cálculo do equilíbrio hidreletrolítico.

Nos pacientes em que ocorrer perda de função de grupos musculares está indicada a fisioterapia e, eventualmente, cirurgia plástica e ortopédica corretivas.
A amputação somente deve ser realizada se a recuperação do membro não for mais possível.
As principais complicações locais são principalmente a síndrome compartimental, abscessos e necroses especialmente quando a picada acomete extremidades (dedos). Nestes casos pode haver seqüela permanente.

 

Classificação quanto à gravidade e soroterapia recomendada para o acidente botrópico
Classificação quanto à gravidade e soroterapia recomendada para o acidente botrópico

MANIFESTAÇÕES CLINICAS E
TRATAMENTO PROPOSTO

CLASSIFICAÇÃO DA GRAVIDADE

Leve Moderada Grave
Manifestações locais (dor, edema, equimose) Discretas Evidentes Intensas
Manifestações sistêmicas (hemorragia grave, choque, anúria) Ausentes Ausentes ou presentes Evidentes
Tempo de coagulação (TC) (**) Normal Normal ou alterado Alterado
Quantidade aproximada de veneno a ser neutralizada 100 mg 200 mg 300 mg
Uso de garrote Ausente Ausente e/ou presente Ausente e/ou presente
TA (****) (horas) <6 6 >6
Soroterapia (número de ampolas de soro) (SAB, SABC, SABL) (***) 2 a 4 4 a 8 8 a 12
Via de administração Intravenosa Intravenosa Intravenosa

(*) O doente deve ser mantido internado e a classificação da gravidade é feita no momento da chegada ao Hospital. Este processo é evolutivo e pode mudar durante a internação.

(**) TC normal: até 10 minutos; TC prolongado: de 10 a 30 minutos; TC incoagulável: > 30 minutos.

(***) SAB = soro antibotrópico, SABC = soro antibotrópico-crotálico, SABL = soro antibotrópico-laquético.

(****) TA – tempo decorrido entre o acidente e o atendimento médico em horas. Observação: A determinação do TC (tempo de coagulação) tem sido usada como parâmetro de eficácia da dose de antiveneno. Se após 24 horas do início do tratamento o sangue ainda estiver incoagulável, está indicada dose adicional de 100 mg de antiveneno. Uma ampola de soro (10 ml) neutraliza 50 mg do veneno referência (Bothrops jararaca).

 

Ver mais também na página tratamento Bothrops

Tratamento Animais - Bothrops (JARARACA)
Acidente Botrópico

O sintoma mais evidente é o edema progressivo (inchaço) no local da picada, como no focinho, barbela ou membros podendo em muitos casos ser observado também hemorragia, não sendo esta necessariamente a causa da morte.

É importante ser considerada para efeito de atendimento e tratamento, o local da picada e a espécie animal acidentada. Nos animais de grande porte, a picada nos membros leva à dificuldade de locomoção e muitas vezes ao decúbito prolongado, incapacitando o animal para pastar e ter acesso aos bebedouros. O acidente na região da boca e língua pode impossibilitar o animal de ingerir alimentos e água o que propicia a desidratação.

Nos eqüinos dada a incapacidade desses animais respirarem pela boca, a picada no focinho pode levar a morte por insuficiência respiratória. O mesmo pode ocorrer com bovinos quando o edema atinge a região da laringe.

A gravidade do acidente botrópico está relacionada à quantidade de veneno injetada no momento da picada e o tamanho do animal. Quanto menor o porte do animal, menor a chance de sobrevivência. Quanto maior for o intervalo entre o acidente e o tratamento, mais graves serão os sintomas e as seqüelas observadas, principalmente necroses.

Tratamento:

Em Medicina Veterinária, o tratamento é feito a partir das quantidades de veneno que as serpentes podem injetar no momento da picada. Nos acidentes causados por serpentes do gênero Bothrops a quantidade de soro a ser utilizada deve ser suficiente para neutralizar no mínimo 100 mg de veneno e 50 mg no caso de acidentes com serpentes do gênero Crotalus. O soro antiofídico de uso comercial é padronizado de forma que 1 mililitro neutraliza 2 miligramas de veneno botrópico e 1 miligrama de veneno crotálico. Assim sendo, a quantidade mínima de soro antiofídico a ser aplicada nos acidentes crotálico ou botrópico é de 50 mililitros independente do tamanho do animal.

Em animais de grande porte (acima de 50 Kg) o volume total de soro (50 mL) deve ser aplicado lentamente por via intravenosa. Nos animais de porte menor, o soro deve ser diluído em solução fisiológica e aplicado gota a gota por via intravenosa. Na impossibilidade de se utilizar a via intravenosa, o soro deve ser administrado preferencialmente pela via intraperitoneal ou em último recurso pelas vias intramuscular e subcutânea.
Em hipótese alguma o soro deve ser aplicado ou infiltrado no local da picada.
Doses maiores de soro e a necessidade de repetição do tratamento devem ser consideradas em função da remissão dos sintomas ou a critério do Médico Veterinário.

A quantidade de soro a ser utilizada deve ser aplicada independente do tempo decorrido entre o acidente e o atendimento, sendo que a eficácia do tratamento com o soro é maior quanto menor for esse tempo.

Tratamentos Complementares

Os animais acidentados devem ser mantidos sob observação permanente de no mínimo 72 horas, devendo ser mantidos em locais sossegados, confortáveis e submetidos ao mínimo de movimentação ou manipulação.

Os animais com incapacitação para ingerir água devem ser adequadamente hidratados por via parenteral com soluções eletrolíticas como ringer lactato.

Nos animais acidentados na região da cabeça, particularmente equídeos, a dificuldade respiratória deve ser corrigida mediante a realização de traqueostomia. Os animais de grande porte (acima de 100 Kg), principalmente quando acidentados nos membros, devem ser mantidos quando em decúbito em local forrado com bastante capim ou areia macia.

Os ferimentos no local da picada devem ser lavados com água e sabão e tratados com antissépticos. O local da picada não deve ser lancetado, perfurado ou garroteado com o intuito de reduzir a absorção do veneno. Essa prática pode levar a infecções gravíssimas, e contaminação pelos microorganismos causadores do tétano ou gangrena gasosa. O uso de antibióticos e a profilaxia do tétano devem ser feitas sob orientação do Médico Veterinário.

Sintomas de reações anafiláticas causadas pela aplicação do soro são raros e devem ser tratados de acordo com a gravidade, com medicamentos a base de adrenalina, antihistamínicos e corticosteróides, e interrupção temporária da administração do soro.

Em alguns casos de animais mesmo tratados adequadamente, pode advir o óbito em virtude da presença no veneno inoculado de grande quantidade da fração hemorrágica que causa lesão disseminada do endotélio vascular causando hemorragias fatais na face, nas cavidades abdominal, torácica ou ainda no saco pericárdico ou no espaço subdural, razão pela qual a necrópsia deve ser sempre realizada nesses casos. Essa fração hemorrágica nem sempre é neutralizada pelo soro utilizado no tratamento.

 

wwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwww

 

wwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwww

 

CEVAP: Centro Virtual de Toxinologia

Veneno - Venom - Bothrops Jararaca
As serpentes do gênero Bothrops possuem venenos com ações coagulante, proteolítica e vasculotóxica.

Ação coagulante

É a propriedade que o veneno das serpentes dos gêneros Bothrops, Crotalus e Lachesis tem de transformar diretamente o fibrinogênio em fibrina, tornando o sangue incoagulável.

Ação proteolítica

A ação proteolítica, também denominada de necrosante, decorre da ação citotóxica direta nos tecidos por frações proteolíticas do veneno. Pode haver liponecrose, mionecrose e lise das paredes vasculares.

Ação vasculotóxica

O veneno das serpentes do gênero Bothrops pode causar hemorragias local ou sistêmica em nível de pulmões, cérebro e rins. O edema no local da picada, que em geral ocorre minutos após o acidente, é decorrente de lesão tóxica no endotélio de vasos sanguíneos.

Outras ações

Os acidentes botrópicos podem ser acompanhados de choque, com ou sem causa definida. Entre eles, a hipovolemia por perda de sangue ou plasma no membro edemaciado, a ativação de substâncias hipotensoras, o edema pulmonar e a coagulação intravascular disseminada.
A insuficiência renal pode-se instalar por ação direta ou secundária a complicações em que o choque está presente.

Patogenia e quadro clínico - veneno proteolítico e coagulante.

Corresponde a aproximadamente 90% dos acidentes por serpentes peçonhentas.

CASO BENÍGNO

edema local discreto ou ausente

tempo de coagulação prolongado (até 15minutos)

CASO MÉDIO

edema local evidente

sangue incoagulável (mais de 30 minutos)

estado geral conservado

CASO GRAVE

edema local intenso

sangue incoagulável (mais de 30 minutos)

mal estado geral (choque periférico)

 

Tratamento específico

Soro antibotrópico ou fração antibotrópica do soro antiofídico (polivalente).

CASO BENÍGNODose 100mg — Via 1/1 Sub Cutãnea

CASO MÉDIODose 150 a 200mg — Via 1/3 Sub Cutãnea e 2/3 Endo Venosa

CASO GRAVEDose 400mg ou mais — Via 1/3 Sub Cutãnea e 2/3 Endo Venosa

 

Tratamento complementar
  1. hidratação
  2. anti-histamínico
  3. antibioticoterapia
  4. analgésicos
  5. posição da cabeça mais baixa que os pés (diminuir o edema)
Prognóstico
Mortalidade
  1. nos casos não tratados — 8%
  2. nos casos tratados — 0,7%
 

 

   
   
Quant. média
VENENO
*
VENOM
Average Qty

40 to 70 mg ( dry weight ), Minton (1974) ( Ref : R000504 ).
Female ( n=12 ) = 185 mg, Newborn = 38 mg. Furtado et al (1991) ( Ref : R000651 ).
Minas Gerais, Brazil : 51 mg ( dry weight ) ( range 27 to 103 ), Sanchez et al(1992) ( Ref : R000690).
Argentina : 98.0 ± 16 mg ( dry weight ) = 38.3 ± 6.19 mg venom / 100 g body weight, De Roodt et al (1988) ( Ref : R000870 ).

Neurotoxins

Probably not present - Provavelmente não presente

Myotoxins

Possibly present - Provavelmente presente

Procoagulants

Fibrinogenases

Anticoagulants

Probably not present - Provavelmente não presente

Haemorrhagins

Zinc metalloproteinase

Nephrotoxins

Possibly present - Possivelmente presente

Cardiotoxins

Possibly present - Possivelmente presente

Necrotoxins

Present but not defined - Presente mas não definido

Venom Other

Unknown - desconhecido

 

 

Fonte Dados

http://www.toxinology.com/

AntiVenom - Bothrops Jararaca

Os soros antiveneno (soros heterólogos) são obtidos a partir de soro de eqüídeos (cavalos) hiperimunizados com venenos específicos. Nos casos onde a soroterapia for indicada, ela é o único tratamento eficaz.

Tipos de soro antiveneno

  • Soro Antiofídico polivalente para o tratamento de acidentes causados por mordidas de serpentes dos gêneros Bothrops e Crotalus (jararaca e cascavel).
  • Soro Antibotrópico para tratamento de acidentes comprovados de mordidas de serpentes do gênero Bothrops (jararaca).
  • Soro Anticrotálico - para tratamento de acidentes comprovados de mordidas de serpentes do gênero Crotalus (cascavel).
  • Soro Antielapídico para tratamento de acidentes comprovados de mordida de serpentes do gênero Micrurus (coral verdadeira).
  • Soro Antilaquético para tratamento de acidentes comprovados de mordida de serpentes do gênero Lachesis (surucucu).
  • Soro Antibotrópico-laquético para o tratamento de acidentes causados por mordida de serpentes dos gêneros Bothrops e Lachesis (jararaca e surucucu).

Técnica para conservação dos soros, validade e vencimento

Conservação

os soros nunca devem ser conservados em congelador, e sim na geladeira, onde a temperatura está entre 2 e 8 graus positivos, assim mantêm sua potência neutralizadora por vários anos.

Validade

o prazo de validade indicada no rótulo é de três anos, a contar da última prova de potência.

Vencimento

os soros com prazo de validade vencido não devem ser desprezados, podendo ser usados em situações de emergência, considerando porém, como tendo somente a metade da potência indicada na embalagem.

Prova de sensibilidade

Esta prática deve ser efetuada como rotina nos pacientes que serão submetidos à soroterapia, e sempre antes da administração de anti-histamínicos ou corticosteróides, pois estes últimos podem mascarar os resultados.

  • Injetar 0,1ml por via intradérmica de soro na face anterior do antebraço.
  • Leitura após 15 minutos.

REAÇÃO POSITIVA

Desenvolvimento de pápula urticariforme com prolongamentos, no ponto de inoculação

REAÇÃO NEGATIVA

Ausência de pápula local. Pode haver eritema, mas sem relevo.

Administração de soro heterólogo

Esta fase deve ser sempre precedida da prova intradérmica de sensibilidade.

Com prova intradérmica negativa

nos pacientes não sensíveis, deve-se proceder a administração da dose recomendada, nas vias preconizadas. A administração prévia de anti-histamínicos (Fenergan), 1 ampola por via muscular, tem se mostrado benéfico, pois, além de diminuir as reações adversas, seda o paciente.

Com prova intradérmica positiva

neste grupo, a administração do soro deverá ser efetuada com precauções especiais:

  • Injetar um anti-histamínico 15 minutos antes da aplicação do soro.
  • Injetar o soro fracionadamente, iniciando com 0,1 ml e aumentando gradativamente, em intervalos de 10 minutos, para 1 ml e 5 ml. Por fim, injetar a dose restante, utilizando sempre a via subcutânea.
  • Ter à mão adrenalina 1/1000 e injetar 1 ml via intramuscular, caso sobrevenham sintomas de choque anafilático.

É conveniente ressaltar que, mesmo ante o risco indicado por uma prova de sensibilidade positiva, não se deve hesitar na administração do soro específico. Evitar a via intravenosa nos casos de hipersensibilidade.

Reações inerentes à soroterapia

Reação imediata Choque anafilático

O choque anafilático é muito raro, porém, deve ser considerado devido a sua gravidade. As
reações do tipo anafilactóide, (que podem ser definidas como choque sistêmico onde
ocorrem secundariamente à introdução de substâncias estranhas ao organismo, e uma
reação antígeno/anticorpo não pode ser demonstrada), são observadas, sobretudo nos
indivíduos que anteriormente receberam o soro de cavalo, ou apresentem antecedentes
alérgicos. Do ponto de vista clínico, pode-se observar exantema, reação urticariforme,
espasmo brônquico, edema de glote (com conseqüente asfixia), choque periférico, e, se não
tratado imediatamente, leva à morte.
As drogas de escolha no tratamento dessas emergências são: adrenalina aquosa 1/1000 e
corticosteróide (hidrocortisona) por via venosa.

Reação tardia Doença do soro

A doença do soro é outra reação que pode aparecer entre 6 a 10 dias após a injeção do soro,
e caracteriza-se pela febre, erupção urticariforme, dores articulares e musculares. É
relativamente rara, em virtude da purificação a que são submetidos os soros terapêuticos.
Esta reação deve ser tratada preventivamente com a administração de anti-histamínicos
durante 10 dias após a soroterapia, e corticosteróides.

Soros, fabricantes

 
 
 
Antivenom Code: SAmIBB03
Antivenom Name: Soro antibotropico-laquetico
Manufacturer: Instituto Butantan
Address: Av. Vital Brasil, 1500 Butanta
05503-900
Sao Paulo - SP
Country: Brazil
Antivenom Code: SAmIBB05
Antivenom Name: Soro botropico
Manufacturer: Instituto Butantan
Address: Av. Vital Brasil, 1500 Butanta
05503-900
Sao Paulo - SP
Country: Brazil
Antivenom Code: SAmIBB07
Antivenom Name: Soro antibotropico-crotalico
Manufacturer: Instituto Butantan
Address: Av. Vital Brasil, 1500 Butanta
05503-900
Sao Paulo - SP
Country: Brazil
Antivenom Code: SAmFED01
Antivenom Name: Soro Antibotropico
Manufacturer: Fundacao Ezequiel Dias - FUNED
Phone: ++55-31-3371-9525
Address: Rua Conde Pereira Carneiro, 80 - Gameleria
Belo Horizonte, MG - CEP 30510-010
Country: Brazil
Antivenom Code: SAmFED02
Antivenom Name: Soro Anti-botropico-crotalico
Manufacturer: Fundacao Ezequiel Dias - FUNED
Phone: ++55-31-3371-9525
Address: Rua Conde Pereira Carneiro, 80 - Gameleria
Belo Horizonte, MG - CEP 30510-010
Country: Brazil
Antivenom Code: SAmFED04
Antivenom Name: Soro Antibotropico-laquetico
Manufacturer: Fundacao Ezequiel Dias - FUNED
Phone: ++55-31-3371-9525
Address: Rua Conde Pereira Carneiro, 80 - Gameleria
Belo Horizonte, MG - CEP 30510-010
Country: Brazil
Antivenom Code: SAmIBM06
Antivenom Name: Antivipmyn
Manufacturer: Instituto Bioclon
Phone: ++525-488-3716
Address: Calzada de Tlalpan No. 4687
Toriello Guerra
C.P. 14050
Mexico, D.F.,
Country: Mexico
Antivenom Code: SAmNIA02
Antivenom Name: Antibothrops Tetravalente
Manufacturer: Instituto Nacional de Produccion de Biologics
A.N.L.I.S. 'Dr. Carlos G. Malbran'
Phone: ++54-11-4303-1806 (to 11)
Address: Avdo. Velez Sarsfield 563,
CP 1281 Buenos Aires,
Country: Argentina
Antivenom Code: SAmICP01
Antivenom Name: Polyvalent Antivenom
Manufacturer: Instituto Clodomiro Picado T.
Phone: ++506-229-0344; ++506-229-3135
Address: Facultad de Microbiolgia
Universidad de Costa Rica
San Pedro, San Jose
Central America
Country: Costa Rica
     
Videos Bothrops jararaca
   

Mario Sacramento
Este vídeo foi vencedor em mais uma fase do Prêmio WeShow Brasil Outubro no canal Vídeos Mundo Animal > Animais Selvagens.

Filmado na RPPN SANTUÁRIO RÃ-BUGIO - GUARAMIRIM - SC. Saiba mais visitando o site do Instituto Rã-bugio

   
Bothropoides jararaca (new classification)
Bothrops jararaca (JARARACA)
main_photo
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
f1 f1 f1 f1 f1 f1 f1 f1 f1 f1
clique na foto pequena acima para ampliar
banner_header

PUBLICIDADE

Sua empresa ou produto nesta coluna

BANER

250x125pixels

BANER

250x250pixels

BANER

250x400pixels

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

UNDER CONSTRUCTION

PROTÓTIPO

LAY OUT ONLY