| Caudisona durissa terrificus (new classification) Crotalus durissus terrificus (CASCAVEL) |
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| Família | Genero | Espécie | Subespécie | Região | Grau toxidade |
| Viperidae | Crotalus Caudisona |
duríssus durissa |
terrificus | América do Sul | |
| Nomes populares na América do Sul | Boicininga, Boicinunga, Boicuninga, Boicununga, Cascabel, Cascabela, Cascavel, Cascavel de Cuatro Ventas, Chonono, Cobra de Guizo, Maraca, Maraca-boia, Mboi chi-ni, Neotropical Rattlesnake, Serpiente de Cascabel, South American Rattlesnake, Vibora Cascabel, Vibora de Cascabel, |
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| Formato geral | Apresenta porte médio, mas pode atingir até 1,5 m, com tronco muito grosso, escamas superiores fortemente quilhadas, cabeça com focinho truncado, e sobre a cabeça há, na zona do focinho, escudos, em vez de escamas pequenas como nas Bothrops. A cor predominante é parda, com desenhos em forma de losangos. |
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| Comprimento | 0.9m max 1.6m |
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| Características | É a mais aperfeiçoada e também a mais fácil de identificar, por possuir na extremidade da cauda o guizo ou chocalho, que é formado de matéria córnea e se compõe de anéis paralelos articulados entre si, medianamente. Quando o animal se excita, um impulso nervoso aciona o guizo, que fica ereto e vibra, entrechocando os anéis semi-soltos, produzindo um som semelhante ao de sementes dentro de vagens secas. Apresenta porte médio, mas pode atingir até 1,5 m, com tronco muito grosso, escamas superiores fortemente quilhadas, cabeça com focinho truncado, e sobre a cabeça há, na zona do focinho, escudos, em vez de escamas pequenas como nas Bothrops. A cor predominante é parda, com desenhos em forma de losangos. |
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| Reprodução | |||||
| Habitos | Terrestre e diurna |
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| Segurança | NÃO SE APROXIME!! Perigosíssima, prepara o bote ao ver se aproximar qualquer ser. Pode ser altamente irrascível se provocada. |
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| Habitat | Marca | Distribuição geográfica | |||
Encontradä em todos os países sul-americanos, exceto Equador e Chile. No entanto, seu alcance é descontínuo, com muitas populações isoladas no norte da América do Sul, incluindo Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e norte do Brasil. Ela ocorre na Colômbia e no leste do Brasil para o sudeste do Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina (Catamarca, Córdoba, Corrientes, Chaco, Entre Rios, Formosa, La Pampa, La Rioja, Mendoza, Misiones, San Juan, San Luis, Santa Fe, Santiago del Estero e Tucumán). Também ocorre em algumas ilhas do Caribe, incluindo o Morro de La Iguana, Tamarindo e Aruba. Elevações de até cerca de 1500m. Principalmente floresta tropical inferior seca, montanha, campos de cerrado e floresta arbustiva. Diz-se preferir o mais seco, as áreas mais arenosas. É a subspécie ocorrente no Rio Grande do Sul, mais comumente na região de Campos de Cima da Serra. |
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| Curiosidades | xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx |
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| Cuidados com Crotalus (CASCAVEL) | ||||
| Profilaxia dos acidentes ofídicos | Por uma série de fatores relacionados ao comportamento das serpentes e do próprio homem, a prevenção dos acidentes ofídicos torna-se extremamente difícil. No entanto, algumas medidas básicas de prevenção podem ser adotadas
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| Cuidados | A espécie é responsável por grande parte dos acidentes ofídicos registrados em sua área de ocorrência. Perigosíssima, prepara o bote ao ver se aproximar qualquer ser. São extremamente rápidas e ágeis. Não tente tirar veneno ou manusear estes animais sem ajuda especializada. Todo cuidado ainda é pouco! Se não estiver em local abitado, no campo ou floresta por exemplo, deixe o animal em seu ambiente, avise os outros do seu grupo e se afaste. NÃO SE APROXIME!!
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| Primeiros Socorros - Crotalus (CASCAVEL) | |
| Description | PRIMEIROS SOCORROS Conjunto de ações com o objetivo de manter a vida e/ou minimizar sofrimentos e seqüelas, prestadas às vítimas de acidentes, até que socorristas especializados tomem conta do caso. |
| Detalhes | Os primeiros socorros em acidentes causados por serpentes venenosas consistem em:
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| Tratamento Humanos - Crotalus (CASCAVEL) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| TratamentoVer também página tratamentos | Ver mais na página tratamento CrotalusA precocidade do atendimento médico é fator fundamental na evolução e no prognóstico do doente |
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| Medidas gerais | Anéis e alianças devem ser retirados do dedo atingido, pois o edema pode tornar-se intenso, produzindo um sistema de garrote. O uso de torniquete, com a finalidade de reter o veneno no local da picada, é contra-indicado para os acidentes botrópicos. É também contra-indicado utilizar instrumentos cortantes com a finalidade de fazer cortes ao redor da picada, pois os venenos possuem frações proteolíticas que irão atuar nesses locais, piorando muito a necrose. O doente deve ser colocado em repouso e transportado rapidamente para um hospital, onde deve receber tratamento específico. A imunoprofilaxia contra o tétano deve ser realizada. O soro antiofídico a ser aplicado deve ser específico para o gênero ao qual a serpente pertence. Deve ser administrado o mais precocemente possível, em dose única, de preferência pela via intravenosa, com o objetivo de neutralizar a peçonha antes que ela possa ter causado dano. |
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| Tratamento serpentes do gênero Crotalus |
O acidente crotálico é sempre uma emergência médica. O doente deve ser colocado em repouso absoluto e encaminhado imediatamente para um hospital. O tratamento específico é realizado com soro anticrotálico ou pela fração específica do soro antiofídico, administrando-se doses sempre superiores a 150 mg, por via intravenosa ou subcutânea. (Soroterapia) |
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| Sintomatologia local | Em geral, não há reação local, embora um pequeno edema possa estar presente. A dor no local da
picada é pouco freqüente. A neurotoxicidade ocorre após algumas horas e o doente passa a referir dor na região do pescoço, diminuição e até perda da visão, ptose palpebral bilateral, sonolência e obnubilação. O fácies é característico e denominado fácies neurotóxico de Rosenfeld. Ao exame neurológico, encontram-se hiporreflexia global e comprometimento do II par craniano, evidenciado pelo exame de fundo de olho, onde pode-se observar borramento de papila e ingurgitamento venoso bilateral. O comprometimento dos III, IV e VI pares cranianos é evidenciado por ptose palpebral bilateral, diplopia, plegia de músculos da pálpebra, midríase bilateral semiparalítica e diminuição de reflexos fotomotores. As alterações renais, evidenciadas pela urina escura e/ou vermelha, costumam ocorrer após 24 a 48 horas do acidente. Nos casos que evoluem para insuficiência renal aguda, o quadro clínico é o clássico descrito. |
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| O tratamento complementar | a fim de se evitar a insuficiência renal aguda IRA, consiste em hidratar o doente por via intravenosa, infundindo 1 a 2 litros de soro fisiológico, a uma velocidade que deve ser em torno de 60 a 80 gotas/minuto. A seguir, induzir a diurese osmótica com 100 ml de manitol a 20% por via intravenosa, que deve ser mantido a cada seis horas por um período de três a cinco dias, em função da gravidade clínica e da resposta terapêutica. O manitol, além de diurético osmótico, ainda contribui sobremaneira para diminuir o edema cerebral e da musculatura esquelética. Deve-se também fazer uso de bicarbonato de sódio a 5%, 50 ml por via oral a cada seis horas para alcalinizar a urina e evitar lesões renais que são favorecidas pelo pH ácido. Após 12 horas de internação, reavaliar o tempo de coagulação. Se este ainda encontrar-se alterado, suplementar a soroterapia anticrotálica na dose de 100 mg. Se o doente evoluir com anúria, avaliar a função renal pela dosagem de uréia, creatinina, bem como os níveis de sódio, potássio e cálcio. Constatada a insuficiência renal aguda, indicar a hemodiálise. As manifestações clínicas renais e neurológicas observadas nesses doentes são reversíveis. |
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| Tempo de coagulação | O tempo de coagulação e o tempo de tromboplastina parcial ativada estão aumentados pela ação coagulante do veneno. O tempo de coagulação é exame útil, de fácil execução, podendo ser realizado em lâmina e/ou em tubo simples de vidro. O tempo de coagulação normal varia entre três e seis minutos, podendo ser indeterminado nos acidentes botrópicos. |
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| Classificação quanto à gravidade e soroterapia recomendada para o acidente CROTÁLICO |
Ver mais na página tratamento Crotalus
PDF EMERGÊNCIAS MÉDICAS site do CEVAPCEVAP: Centro Virtual de Toxinologia http://www.cevap.org.br/
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| Tratamento Animais - Crotalus (CASCAVEL) | |
| Acidente Botrópico | O sintoma mais evidente é o edema progressivo (inchaço) no local da picada, como no focinho, barbela ou membros podendo em muitos casos ser observado também hemorragia, não sendo esta necessariamente a causa da morte. É importante ser considerada para efeito de atendimento e tratamento, o local da picada e a espécie animal acidentada. Nos animais de grande porte, a picada nos membros leva à dificuldade de locomoção e muitas vezes ao decúbito prolongado, incapacitando o animal para pastar e ter acesso aos bebedouros. O acidente na região da boca e língua pode impossibilitar o animal de ingerir alimentos e água o que propicia a desidratação. Nos eqüinos dada a incapacidade desses animais respirarem pela boca, a picada no focinho pode levar a morte por insuficiência respiratória. O mesmo pode ocorrer com bovinos quando o edema atinge a região da laringe. A gravidade do acidente botrópico está relacionada à quantidade de veneno injetada no momento da picada e o tamanho do animal. Quanto menor o porte do animal, menor a chance de sobrevivência. Quanto maior for o intervalo entre o acidente e o tratamento, mais graves serão os sintomas e as seqüelas observadas, principalmente necroses. |
| Tratamento | Em Medicina Veterinária, o tratamento é feito a partir das quantidades de veneno que as serpentes podem injetar no momento da picada. Nos acidentes causados por serpentes do gênero Bothrops a quantidade de soro a ser utilizada deve ser suficiente para neutralizar no mínimo 100 mg de veneno e 50 mg no caso de acidentes com serpentes do gênero Crotalus. O soro antiofídico de uso comercial é padronizado de forma que 1 mililitro neutraliza 2 miligramas de veneno botrópico e 1 miligrama de veneno crotálico. Assim sendo, a quantidade mínima de soro antiofídico a ser aplicada nos acidentes crotálico ou botrópico é de 50 mililitros independente do tamanho do animal. Em animais de grande porte (acima de 50 Kg) o volume total de soro (50 mL) deve ser aplicado
lentamente por via intravenosa. Nos animais de porte menor, o soro deve ser diluído em solução fisiológica e aplicado gota a gota por via intravenosa. Na impossibilidade de se utilizar a via intravenosa, o soro deve ser administrado preferencialmente pela via intraperitoneal ou em último recurso pelas vias intramuscular
e subcutânea. A quantidade de soro a ser utilizada deve ser aplicada independente do tempo decorrido entre o acidente e o atendimento, sendo que a eficácia do tratamento com o soro é maior quanto menor for esse tempo. |
| Tratamentos Complementares | Os animais acidentados devem ser mantidos sob observação permanente de no mínimo 72 horas, devendo ser mantidos em locais sossegados, confortáveis e submetidos ao mínimo de movimentação ou manipulação. Os animais com incapacitação para ingerir água devem ser adequadamente hidratados por via parenteral com soluções eletrolíticas como ringer lactato. Nos animais acidentados na região da cabeça, particularmente equídeos, a dificuldade respiratória deve ser corrigida mediante a realização de traqueostomia. Os animais de grande porte (acima de 100 Kg), principalmente quando acidentados nos membros, devem ser mantidos quando em decúbito em local forrado com bastante capim ou areia macia. Os ferimentos no local da picada devem ser lavados com água e sabão e tratados com antissépticos. O local da picada não deve ser lancetado, perfurado ou garroteado com o intuito de reduzir a absorção do veneno. Essa prática pode levar a infecções gravíssimas, e contaminação pelos microorganismos causadores do tétano ou gangrena gasosa. O uso de antibióticos e a profilaxia do tétano devem ser feitas sob orientação do Médico Veterinário. Sintomas de reações anafiláticas causadas pela aplicação do soro são raros e devem ser tratados de acordo com a gravidade, com medicamentos a base de adrenalina, antihistamínicos e corticosteróides, e interrupção temporária da administração do soro. Em alguns casos de animais mesmo tratados adequadamente, pode advir o óbito em virtude da presença no veneno inoculado de grande quantidade da fração hemorrágica que causa lesão disseminada do endotélio vascular causando hemorragias fatais na face, nas cavidades abdominal, torácica ou ainda no saco pericárdico ou no espaço subdural, razão pela qual a necrópsia deve ser sempre realizada nesses casos. Essa fração hemorrágica nem sempre é neutralizada pelo soro utilizado no tratamento. |
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CEVAP: Centro Virtual de Toxinologia http://www.cevap.org.br/ |
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| Veneno - Venom - Crotalus | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| As serpentes do gênero Crotalus possuem veneno com ações miotóxica, neurotóxica e coagulante. | Ação coagulanteÉ a propriedade que o veneno das serpentes dos gêneros Bothrops, Crotalus e Lachesis tem de transformar diretamente o fibrinogênio em fibrina, tornando o sangue incoagulável. Ação miotóxicaA atividade miotóxica sistêmica é caracterizada pela liberação de mioglobina para o sangue e urina. O diagnóstico de rabdomiólise pode ser comprovado pela elevação dos níveis séricos de creatina quinase (CK), desidrogenase láctica (DHL) e aspartato amino transferase (AST). A confirmação laboratorial da rabdomiólise pode ser obtida pela detecção de mioglobina em soro e urina. Ação neurotóxicaAs frações neurotóxicas do veneno crotálico são aquelas que produzem efeitos tanto em nível de sistema nervoso central, quanto periférico. Um dos importantes efeitos é o bloqueio da transmissão neuromuscular, que sugerem as paralisias motoras e respiratórias no acidente crotálico.
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| Quadro clínico Crotalus. | Em geral, não há reação local, embora um pequeno edema possa estar presente. A dor no local da picada é pouco freqüente. A região em geral fica adormecida poucos minutos após e permanece assim por várias semanas ou meses. A miotoxicidade do veneno é evidenciada do ponto de vista clínico pela intensa mialgia generalizada, podendo ser acompanhada de edema muscular discreto. Esses sintomas acompanham casos graves e, em geral, atendidos tardiamente, desaparecendo espontaneamente após a primeira semana. As alterações renais, evidenciadas pela urina escura e/ou vermelha, costumam ocorrer após 24 a 48 horas do acidente. Nos casos que evoluem para insuficiência renal aguda, o quadro clínico é o clássico descrito. As alterações hematológicas, principalmente a incoagulabilidade sanguínea, ocorrem após algumas horas do acidente, entretanto involuem com o tratamento adequado. |
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| Medidas gerais: | Anéis e alianças devem ser retirados do dedo atingido, pois o edema pode tornar-se intenso, produzindo um sistema de garrote. O uso de torniquete, com a finalidade de reter o veneno no local da picada, é contra-indicado para os acidentes botrópicos. É também contra-indicado utilizar instrumentos cortantes com a finalidade de fazer cortes ao redor da picada, pois os venenos possuem frações proteolíticas que irão atuar nesses locais, piorando muito a necrose. O doente deve ser colocado em repouso e transportado rapidamente para um hospital, onde deve receber tratamento específico. A imunoprofilaxia contra o tétano deve ser realizada de acordo com o quadro. O soro antiofídico a ser aplicado deve ser específico para o gênero ao qual a serpente pertence. Deve ser administrado o mais precocemente possível, em dose única, de preferência pela via intravenosa, com o objetivo de neutralizar a peçonha antes que ela possa ter causado dano. As reações inerentes à soroterapia podem ser imediatas (anafiláticas, anafilactóides e pirogênicas) ou tardias, manifestando-se seis a 10 dias após, pela doença do soro. |
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| Tratamento específico | O acidente crotálico é sempre uma emergência médica. O doente deve ser colocado em repouso absoluto e encaminhado imediatamente para um hospital. O tratamento específico é realizado com soro anticrotálico ou pela fração específica do soro antiofídico, administrando-se doses sempre superiores a 150 mg, por via intravenosa ou subcutânea. O tratamento complementar, a fim de se evitar a insuficiência renal aguda, consiste em hidratar o doente por via intravenosa, infundindo 1 a 2 litros de soro fisiológico, a uma velocidade que deve ser em torno de 60 a 80 gotas/minuto. A seguir, induzir a diurese osmótica com 100 ml de manitol a 20% por via intravenosa, que deve ser mantido a cada seis horas por um período de três a cinco dias, em função da gravidade clínica e da resposta terapêutica. O manitol, além de diurético osmótico, ainda contribui sobremaneira para diminuir o edema cerebral e da musculatura esquelética. Deve-se também fazer uso de bicarbonato de sódio a 5%, 50 ml por via oral a cada seis horas para alcalinizar a urina e evitar lesões renais que são favorecidas pelo pH ácido. Após 12 horas de internação, reavaliar o tempo de coagulação. Se este ainda encontrar-se alterado, suplementar a soroterapia anticrotálica na dose de 100 mg. Se o doente evoluir com anúria, avaliar a função renal pela dosagem de uréia, creatinina, bem como os níveis de sódio, potássio e cálcio. Constatada a insuficiência renal aguda, indicar a hemodiálise. As manifestações clínicas renais e neurológicas observadas nesses doentes são reversíveis. |
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| Tratamento complementar |
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| Prognóstico Mortalidade |
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Peçonhas de serpentes constituem fontes naturais de substâncias bioativas com grande potencial terapêutico. |
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| Quant. média VENENO * VENOM Average Qty |
25 to 40 mg ( dry weight ), Minton (1974) ( Ref : R000504 ).
Sao Paulo, Brazil : 50 mg ( dry weight ) ( range 28 to 67 ), Sanchez et al (1992) ( Ref : R000690 ).
Argentina : 140.4 ± 21 mg ( dry weight ) = 7.39 ± 1.13 mg venom / 100 g body weight, De Roodt et al (1988) ( Ref : R000870 ). |
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| Neurotoxins | Presynaptic neurotoxins |
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| Myotoxins | Secondary myotoxicity present |
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| Procoagulants | Fibrinogenases |
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| Anticoagulants | Not present |
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| Haemorrhagins | Not present |
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| Nephrotoxins | Secondary nephrotoxicity only |
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| Cardiotoxins | Not present |
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| Necrotoxins | Not present |
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| Venom Other | May include; Lectins; Nerve growth factors; Phospholipase inhibitors; Proteinase inhibitors; Complement inactivators; Biogenic amines; Carbohydrates; Lipids; Nucleosides & nucleotides |
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| Fonte Dados | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| AntiVenom - Crotalus (CASCAVEL) | ||
Os soros antiveneno (soros heterólogos) são obtidos a partir de soro de eqüídeos (cavalos) hiperimunizados com venenos específicos. Nos casos onde a soroterapia for indicada, ela é o único tratamento eficaz. Tipos de soro antiveneno
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Técnica para conservação dos soros, validade e vencimentoConservaçãoos soros nunca devem ser conservados em congelador, e sim na geladeira, onde a temperatura está entre 2 e 8 graus positivos, assim mantêm sua potência neutralizadora por vários anos. Validadeo prazo de validade indicada no rótulo é de três anos, a contar da última prova de potência. Vencimentoos soros com prazo de validade vencido não devem ser desprezados, podendo ser usados em situações de emergência, considerando porém, como tendo somente a metade da potência indicada na embalagem. |
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Prova de sensibilidadeEsta prática deve ser efetuada como rotina nos pacientes que serão submetidos à soroterapia, e sempre antes da administração de anti-histamínicos ou corticosteróides, pois estes últimos podem mascarar os resultados.
REAÇÃO POSITIVADesenvolvimento de pápula urticariforme com prolongamentos, no ponto de inoculação REAÇÃO NEGATIVAAusência de pápula local. Pode haver eritema, mas sem relevo. |
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Administração de soro heterólogoEsta fase deve ser sempre precedida da prova intradérmica de sensibilidade. Com prova intradérmica negativanos pacientes não sensíveis, deve-se proceder a administração da dose recomendada, nas vias preconizadas. A administração prévia de anti-histamínicos (Fenergan), 1 ampola por via muscular, tem se mostrado benéfico, pois, além de diminuir as reações adversas, seda o paciente. Com prova intradérmica positivaneste grupo, a administração do soro deverá ser efetuada com precauções especiais:
É conveniente ressaltar que, mesmo ante o risco indicado por uma prova de sensibilidade positiva, não se deve hesitar na administração do soro específico. Evitar a via intravenosa nos casos de hipersensibilidade. |
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Reações inerentes à soroterapiaReação imediata Choque anafiláticoO choque anafilático é muito raro, porém, deve ser considerado devido a sua gravidade. As Reação tardia Doença do soroA doença do soro é outra reação que pode aparecer entre 6 a 10 dias após a injeção do soro, |
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Soros
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Antivenom Code: SAmIBB04 |
Antivenom Code: SAmIBB07 Antivenom Name: Soro antibotropico-crotalico Manufacturer: Instituto Butantan Address: Av. Vital Brasil, 1500 Butanta 05503-900 Sao Paulo - SP Country: Brazil |
Antivenom Code: SAmFED02 Antivenom Name: Soro Anti-botropico-crotalico Manufacturer: Fundacao Ezequiel Dias - FUNED Phone: ++55-31-3371-9525 Address: Rua Conde Pereira Carneiro, 80 - Gameleria Belo Horizonte, MG - CEP 30510-010 Country: Brazil |
| Antivenom Code: SAmFED03 Antivenom Name: Soro Anticrotalico Manufacturer: Fundacao Ezequiel Dias - FUNED Phone: ++55-31-3371-9525 Address: Rua Conde Pereira Carneiro, 80 - Gameleria Belo Horizonte, MG - CEP 30510-010 Country: Brazil |
Antivenom Code: SAmIBM02 Antivenom Name: Antivenin Manufacturer: Instituto Bioclon Phone: ++525-488-3716 Address: Calzada de Tlalpan No. 4687 Toriello Guerra C.P. 14050 Mexico, D.F., Country: Mexico |
Antivenom Code: SAmIBM06 Antivenom Name: Antivipmyn Manufacturer: Instituto Bioclon Phone: ++525-488-3716 Address: Calzada de Tlalpan No. 4687 Toriello Guerra C.P. 14050 Mexico, D.F., Country: Mexico |
| Antivenom Code: SAmINP03 Antivenom Name: Suero Anticrotalico Manufacturer: Instituto Nacionale de Salud Phone: ++51-1-467-0552 Address: Centro Nacional de Produccion de Biologicos Av. Defensores del Morro 2268 Chorrillos Lima 9 Country: Peru |
Antivenom Code: SAmICP01 Antivenom Name: Polyvalent Antivenom Manufacturer: Instituto Clodomiro Picado T. Phone: ++506-229-0344; ++506-229-3135 Address: Facultad de Microbiolgia Universidad de Costa Rica San Pedro, San Jose Central America Country: Costa Rica |
Antivenom Code: SAmIBA01 Antivenom Name: Suero Antifidico Polivalente BIOL (Suero Antiofidoco para mordedura de Yarara, De la Cruz y Cscabel) Manufacturer: Instituto Nacional de Produccion de Biologics A.N.L.I.S. 'Dr. Carlos G. Malbran' Phone: ++54-11-4303-1806 (to 11) Address: Avdo. Velez Sarsfield 563, CP 1281 Buenos Aires, Country: Argentina |
| Antivenom Code: SAmNIA05 Antivenom Name: Tropical trivalente Manufacturer: Instituto Nacional de Produccion de Biologics A.N.L.I.S. 'Dr. Carlos G. Malbran' Phone: ++54-11-4303-1806 (to 11) Address: Avdo. Velez Sarsfield 563, CP 1281 Buenos Aires, Country: Argentina |
Antivenom Code: SAmNIA03 Antivenom Name: Anticrotalus Manufacturer: Instituto Nacional de Produccion de Biologics A.N.L.I.S. 'Dr. Carlos G. Malbran' Phone: ++54-11-4303-1806 (to 11) Address: Avdo. Velez Sarsfield 563, CP 1281 Buenos Aires, Country: Argentina |
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| Videos Crotalus durissus (CASCAVEL) | |
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| Caudisona durissa terrificus (new classification) Crotalus durissus terrificus (CASCAVEL) |
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