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Ver conservação ; prova sensibilidade ; aplicação soro heterólogo ; reações ; teste alérgico ; tratamento reações

SOROS - ANTIVENENO

Os soros antiveneno (soros heterólogos) são obtidos a partir de soro de eqüídeos (cavalos) hiperimunizados com venenos específicos. Nos casos onde a soroterapia for indicada, ela é o único tratamento eficaz.

Tipos de soro antiveneno

Técnica para conservação dos soros, validade e vencimento

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Conservação

os soros nunca devem ser conservados em congelador, e sim na geladeira, onde a temperatura está entre 2 e 8 graus positivos, assim mantêm sua potência neutralizadora por vários anos.

Validade

o prazo de validade indicada no rótulo é de três anos, a contar da última prova de potência.

Vencimento

os soros com prazo de validade vencido não devem ser desprezados, podendo ser usados em situações de emergência, considerando porém, como tendo somente a metade da potência indicada na embalagem.

Prova de sensibilidade

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Esta prática deve ser efetuada como rotina nos pacientes que serão submetidos à soroterapia, e sempre antes da administração de anti-histamínicos ou corticosteróides, pois estes últimos podem mascarar os resultados.

REAÇÃO POSITIVA

Desenvolvimento de pápula urticariforme com prolongamentos, no ponto de inoculação

REAÇÃO NEGATIVA

Ausência de pápula local. Pode haver eritema, mas sem relevo.

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Administração de soro heterólogo

Esta fase deve ser sempre precedida da prova intradérmica de sensibilidade.

Com prova intradérmica negativa

nos pacientes não sensíveis, deve-se proceder a administração da dose recomendada, nas vias preconizadas. A administração prévia de anti-histamínicos (Fenergan), 1 ampola por via muscular, tem se mostrado benéfico, pois, além de diminuir as reações adversas, seda o paciente.

Com prova intradérmica positiva

neste grupo, a administração do soro deverá ser efetuada com precauções especiais:

É conveniente ressaltar que, mesmo ante o risco indicado por uma prova de sensibilidade positiva, não se deve hesitar na administração do soro específico. Evitar a via intravenosa nos casos de hipersensibilidade.

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Reações inerentes à soroterapia

 

Reação imediata Choque anafilático

O choque anafilático é muito raro, porém, deve ser considerado devido a sua gravidade. As reações do tipo anafilactóide, (que podem ser definidas como choque sistêmico onde ocorrem secundariamente à introdução de substâncias estranhas ao organismo, e uma reação antígeno/anticorpo não pode ser demonstrada), são observadas, sobretudo nos indivíduos que anteriormente receberam o soro de cavalo, ou apresentem antecedentes alérgicos. Do ponto de vista clínico, pode-se observar exantema, reação urticariforme, espasmo brônquico, edema de glote (com conseqüente asfixia), choque periférico, e, se não tratado imediatamente, leva à morte.

As drogas de escolha no tratamento dessas emergências são: adrenalina aquosa 1/1000 e corticosteróide (hidrocortisona) por via venosa.

Reação tardia Doença do soro

A doença do soro é outra reação que pode aparecer entre 6 a 10 dias após a injeção do soro, e caracteriza-se pela febre, erupção urticariforme, dores articulares e musculares.
É relativamente rara, em virtude da purificação a que são submetidos os soros terapêuticos. Esta reação deve ser tratada preventivamente com a administração de anti-histamínicos durante 10 dias após a soroterapia, e corticosteróides.

 

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O teste alérgico e o tratamento das reações

A indicação do teste alérgico de sensibilidade para soro heterólogo ainda é controversa no Brasil. Assim, o Manual do Ministério da Saúde para o tratamento de acidentes por animais peçonhentos desaconselha a realização do teste.

Por outro lado, o Manual Técnico do Instituto Pasteur para a Profilaxia da raiva humana indica a sua realização antes da aplicação do soro antirábico. Vários estudos têm sido realizados e a maioria deles concluiu pela contra-indicação e perda de tempo precioso, uma vez que o teste não é preditivo nem suficientemente sensível. Se porventura o teste for realizado, isto deve ser feito antes do uso de anti-histamínicos e/ou corticosteróides.

Deve ser salientado que as reações adversas à soroterapia podem ser precoces e tardias.
As reações precoces ocorrem nas primeiras 24 horas e podem se manifestar desde a forma leve até extremamente grave. Existem pelo menos três mecanismos conhecidos na produção das reações precoces: o pirogênico, o anafilático e o anafilactóide.

A reação pirogênica é causada pela interação do soro ou de endotoxinas bacterianas existentes no soro, com os macrófagos do doente. Clinicamente o doente manifesta inicialmente arrepios de frio e posteriormente calafrios, culminando com a febre.

A reação anafilática é mediada pela imunoglobulina do tipo E (IgE) e ocorre em indivíduos previamente sensibilizados aos produtos derivados do cavalo, entre eles a carne, o pêlo e os próprios soros heterólogos. É possível detectar esta reação, pelo menos teoricamente, pela prova intradérmica.

A reação anafilactóide não implica em sensibilização anterior. Por isso, pode surgir com a aplicação da primeira dose de antiveneno. Seu mecanismo está relacionado com a ativação do sistema complemento pela via alternativa, sem a presença de anticorpos. Nesse caso, ocorre a liberação de C3a e C5a, denominados anafilatoxinas, que são capazes de degranular mastócitos e basófilos, por meio de receptores específicos. A conseqüência é a liberação dos mesmos mediadores farmacológicos, responsáveis pela instalação de um quadro clínico semelhante ao da reação anafilática. A reação anafilactóide não é detectada pela prova intradérmica.

O tratamento da reação pirogênica deve seguir a seguinte seqüência:

O tratamento das reações anafiláticas ou anafilactóides deve seguir:

O Manual do Ministério da Saúde para o tratamento dos acidentes por animais peçonhentos preconiza que se deve ter um bom acesso venoso, deixar preparado laringoscópio, frasco de solução fisiológica, adrenalina (1:1.000) e aminofilina. A pré-medicação, que deve ser aplicada cerca de 10 a 15 minutos antes da soroterapia, com o objetivo de se prevenir as reações imediatas é a seguinte:

A seguir o soro antipeçonhento deve ser aplicado pela via intravenosa, sem diluição, durante 15 a 30 minutos, sob vigilância contínua da equipe médica assistente. A equipe deve manter preparadas as drogas citadas anteriormente para o eventual tratamento das reações imediatas (anafiláticas e anafilactóides).

As reações tardias, também conhecidas como doença do soro, ocorrem 5 a 24 dias após o emprego da soroterapia heteróloga. Os doentes podem apresentar febre, artralgia, linfoadenomegalia, urticária e proteinúria.
O tratamento é sintomático à base de aspirina nas doses de 4 a 6 g por dia para os adultos e 50 a 100 mg/Kg de peso para as crianças. As reações urticariformes podem ser tratadas com dextroclorofeniramina (Polaramine ®) nas doses de 6 a 18 mg por dia para os adultos e 0,2 mg/Kg de peso nas crianças.
Nos casos graves pode-se usar a prednisona (Meticorten®) nas doses de 20 a 40 mg/dia para adultos e 1 a 2 mg/Kg de peso nas crianças. A recuperação ocorre em geral 7 a 30 dias após o início do tratamento.

 

PDF EMERGÊNCIAS MÉDICAS site do CEVAP

CEVAP: Centro Virtual de Toxinologia http://www.cevap.org.br/

 

Relação de hospitais de referência em todo o país para Soroterapia / locais de aplicação de antivenenos

 

 


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