Ver Acidente laquétipo ; tratamento ; Nomes populares ;
Ver Familia Viperidae ; VerLachesis muta (Surucucu, Surucucu de Fogo, Surucucu Pico de Jaca, Surucucutinga, Surucutinga)
As manifestações clínicas são semelhantes às do envenenamento botrópico. Nesse sentido, os doentes picados por essas serpentes costumam apresentar, momentos após, intensa sintomatologia no local da picada. A dor, o edema, o calor e o rubor são semelhantes ao do acidente botrópico, podendo ser confundido com este. O tempo de coagulação pode alterar-se, contribuindo para as hemorragias sistêmicas muitas vezes observadas. Além disso, o doente pode apresentar sintomas de excitação vagal, tais como bradicardia, diarréia, hipotensão arterial e choque. As complicações observadas neste tipo de acidente são as mesmas do acidente botrópico.
Estas serpentes inoculam grande quantidade de veneno; por isso preconiza-se o uso de 10 a 20 ampolas de soro antilaquético ou antibotrópico-laquético, pela via endovenosa. O tratamento complementar e os cuidados que devem ser tomados são os mesmos da terapia antibotrópica.
| TIPO DE ACIDENTE | ORIENTAÇÃO PARA O TRATAMENTO | SOROTERAPIA EM AMPOLAS | VIA DE ADMINISTRAÇÃO DO SORO |
| Laquético | Poucos casos estudados. Gravidade avaliada pelos sinais locais e intensidade das manifestações vagais. (bradicardia, hipotensão arterial, diarréia) |
10 a 20 (*) | Intravenosa (IV) |
| Elapídico | Acidentes raros. Pelo risco de insuficiência respiratória aguda devem ser considerados graves |
10 (**) | Intravenosa (IV) |
(*) SAL = soro antilaquético ou SABL = soro antibotrópico-laquético (**) Uma ampola de soro (10 ml) neutraliza 15 mg de veneno referência (Micrurus frontalis) |
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Existem poucos casos relatados na literatura. Por se tratar de serpentes encontradas em áreas florestais, onde a
densidade populacional é baixa e o sistema de notificação não é tão eficiente, as informações disponíveis sobre esses
acidentes são escassas.
Estudos preliminares realizados com imunodiagnóstico (ELISA) sugerem que os acidentes por Lachesis são raros,
mesmo na região Amazônica.
Os mecanismos que produzem lesão tecidual provavelmente são os mesmos do veneno botrópico, uma vez que a atividade proteolítica pode ser comprovada in vitro pela presença de proteases.
Foi obtida a caracterização parcial de uma fração do veneno com atividade tipo trombina.
Trabalhos experimentais demonstraram intensa atividade hemorrágica do veneno de Lachesis muta, relacionada à presença de hemorraginas.
É descrita uma ação do tipo estimulação vagal, porém ainda não foi caracterizada a fração específica responsável por essa atividade.
São semelhantes às descritas no acidente botrópico, predominando a dor e edema, que podem progredir para todo o membro. Podem surgir vesículas e bolhas de conteúdo seroso ou sero-hemorrágico nas primeiras horas após o acidente (fig. 25).
As manifestações hemorrágicas limitam-se ao local da picada na maioria dos casos. Fig. 25. Acidente laquético: edema, equimose e necrose cutânea (Foto: J. S. Haad).
São relatados hipotensão arterial, tonturas, escurecimento da visão, bradicardia, cólicas abdominais e diarréia (síndrome vagal). Os acidentes laquéticos são classificados como moderados e graves. Por serem serpentes de grande porte, considera-se que a quantidade de veneno por elas injetada é potencialmente muito grande. A gravidade é avaliada segundo os sinais locais e pela intensidade das manifestações sistêmicas.
As complicações locais descritas no acidente botrópico (síndrome compartimental, necrose, infecção secundária, abscesso, déficit funcional) também podem estar presentes no acidente laquético.
Os acidentes botrópico e laquético são muito semelhantes do ponto de vista clínico, sendo, na maioria das vezes, difícil o diagnóstico diferencial. As manifestações da síndrome vagal poderiam auxiliar na distinção entre o acidente laquético e o botrópico.
Estudos preliminares, empregando imunodiagnóstico (ELISA), têm demonstrado que a maioria dos acidentes referidos pelos pacientes como causados por Lachesis é do gênero botrópico.
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O soro antilaquético (SAL), ou antibotrópico-laquético (SABL) deve ser utilizado por via intravenosa (quadro abaixo). Nos casos de acidente laquético comprovado e na falta dos soros específicos, o tratamento deve ser realizado com soro antibotrópico, apesar deste não neutralizar de maneira eficaz a ação coagulante do veneno laquético.
Devem ser tomadas as mesmas medidas indicadas para o acidente botrópico.
| Orientação para o tratamento | Soroterapia (nº de ampolas) | Via de administração |
Poucos casos estudados. Gravidade avaliada pelos sinais locais e intensidade das manifestações vagais (bradicardia, hipotensão arterial, diarréia) |
10 a 20 SAL ou SABL* |
intravenosa |
* SAL - Soro antilaquético / SABL = Soro antibotrópico-laquético. |
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Bushmaster, Mapepire Zannana, Abaacua, A'tami, Boba, Bosmeester, Cascabel Pua, Concha Pina, Couanacouche, Cresta del Gallo, Cuaima, Cuaima Concha de Pina, Cuaima Gallo, Culebra Sibucano, Daya, Diamante, Guacama, Guayma, Juba-vitu, Kapasisneki, Macagua, Macaurel, Maitre de la Brousse, Makasneki, Makkaslang, Mapana Rayo, Mapanare, Mapanare Verrugosa, Mapepire Galle, Mapepire Z'ananna, Mapepire Zanana, Martiguaja, Matabuey, Mazacuata, Montuno, Pararaipu, Pineapple Mapepire, Pucarara, Pudridora, Rieca, Shuchupe, Shushupe, Sungusero, Surucucu, Surucucu de Fogo, Surucucu Pico de Jaca, Surucucutinga, Surucutinga, Toboa Real, Verrugosa, Verrugosa del Choco
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